13 de dezembro de 2019

Biológicos disparam no Brasil

Aumento de 63% em termos de produção, 200% em importações e 73% nas vendas domésticas.

Um total de 64 ingredientes ativos, 29 dos quais eram semioquímicos, outros 23 microbiológicos e ainda 12 agentes de controle biológico foram comercializados no Brasil em 2019. É o que aponta o “Boletim Anual de Produção, Importação, Exportação e Vendas de Agrotóxicos 2018”, publicado pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

As vendas domésticas de semioquímicos totalizaram 6.439 kg de ingredientes ativos, de acordo com esse informe, divulgado pelo portal chinês Agropages. Embora muitos semioquímicos possuam baixas concentrações de ingredientes ativos, existem produtos com concentrações de até 900 g/kg.

Para produtos microbiológicos, as vendas totalizaram 327.607 kg de ingredientes ativos. Em 2018, a produção, as importações e as vendas desses produtos aumentaram significativamente em relação ao ano anterior, com um aumento de 63% em termos de produção, 200% em importações e 73% nas vendas domésticas.

Houve também um aumento no número de produtos registrados no mercado nacional, incluindo novos ingredientes ativos, como o Autopolpha californica nucleopolyhedrovirus múltiplo (AcMNPV), Baculoviruschrysodeixis includens e Trichoderma koningiopsis.

Para os agentes de controle biológico, o Ibama recebeu notificações relacionadas a Cotesia flavipes, Cryptolaemus montrouzieri, Ceratitis capitata, Cryptolaemus montro, Neoseiulus californicus, Orius insidosus, Phytoseiulus macropilis, Trichogram galloi, Trichogramma pretiosol, Trichoderma stromaticum, Trichoderma stromaticum.

Um detalhe importante em 2018 é o fato de que a lista de produtos não apresentava mais a categoria adjuvante, uma vez que todos os produtos eram classificados exclusivamente como adjuvantes e não eram mais considerados pesticidas, de acordo com a Lei nº 104, de 20 de novembro de 2017, da Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), publicado no DOU em 21 de novembro de 2017.

Os adjuvantes sempre foram relevantes no ranking dos principais produtos comercializados no Brasil, especialmente óleos minerais e vegetais. Devido à retirada da categoria adjuvante, a comercialização desses óleos diminuiu significativamente, uma vez que são registrados apenas para fins de ação biocida (inseticida, acaricida e fungicida) e mantidos como pesticidas.

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