9 de junho de 2021

Austríaca BAUER investe R$ 100 milhões no agronegócio brasileiro

Previsão é de dobrar o valor do investimento no País nos próximos anos. Fábrica do Brasil também é polo de produção mundial e atende países como Rússia, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai, e prevê crescimento de 30% acima do mercado de irrigação.

Presente em mais de 80 países, a BAUER é uma empresa global líder, há 90 anos, em inovação na construção e fabricação de sistemas de irrigação mecanizada. No Brasil, com sede em São João da Boa Vista/SP, possui mais de 25 revendas que atendem todo o território nacional, com venda de carretéis autopropelidos e pivôs centrais. Além disso, atuam também com uma linha de equipamentos de separadores de sólidos, que são destinados a separar a parte líquida e sólida de dejetos suínos, aves e bovinos. Há cerca de cinco anos, o Brasil vem chamando atenção da BAUER mundial e o investimento de R$ 100 milhões até o momento comprova o bom cenário. A previsão é dobrar o valor investido no País nos próximos anos. “A Bauer mundial entende que o Brasil é uma região chave para o futuro do agronegócio. Nosso País é o único onde o investimento em irrigação flui com o melhor custo/benefício. Nos últimos três anos, todas as boas previsões de crescimento para a fábrica brasileira extrapolaram”, ressalta Cristiano Del Nero, CEO da BAUER Brasil.

Marcos Esposito, gerente de relações com o mercado da BAUER Brasil, explica que a BAUER Brasil prevê crescimento de 30% acima do mercado de irrigação. “O cenário agro nacional tem “segurado” a balança comercial brasileira já há alguns anos e, certamente, é a mola propulsora da economia. Apesar da pandemia, estamos trabalhando pesado já há alguns anos, crescendo muito mais do que tínhamos planejado, com bons produtos, alta tecnologia e, principalmente, um pós-venda diferenciado. Estamos na contramão do mercado, com crescimento sempre acima das previsões”, esclarece. Enquanto o mercado de irrigação prevê a venda de cerca de 2.500 equipamentos ainda no ano de 2021, a empresa pretende estar entre as três maiores do País.

Nova revenda em Goiás
Hoje, 8 de junho, a empresa inaugura mais uma revenda, desta vez, em Goiânia, no estado de Goiás, referência no cenário da irrigação nacional. A meta é obter de 30% a 40% desse mercado em dois anos. O objetivo é uma aproximação do produtor por meio de parcerias, como as revendas IrriPro. Em dois anos, foram duas revendas IrriPro inauguradas, nas cidades de Cristalina e Unaí, e está previsto para 2022 o lançamento de mais três unidades, duas também no estado de Goiás (Rio Verde e Formosa) e outra no Noroeste Mineiro, em Paracatu. Em 2023, há a meta de expansão para os estados de Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.

De acordo com Thiago Gomes Damasceno, sócio diretor da IrriPro, a revenda local proporciona um atendimento mais próximo ao produtor. “Temos estoque, conseguimos uma resposta rápida para o cliente, além de segurança e tranquilidade. Isso fortalece a marca e traz credibilidade no momento da aquisição de um equipamento”, ressalta. A expectativa da BAUER Brasil é vender em torno de 50 equipamentos por ano, por loja.

Automação e sustentabilidade
A BAUER possui em seu DNA, desde a fundação em 1930, grande preocupação ambiental. Dessa forma, vem desenvolvendo tecnologias focadas, não só na produtividade da cultura de irrigação, mas no tratamento de resíduos e na eficiência do uso da água. Essa relação com o meio ambiente e os recursos naturais resultou na aquisição, em 2019, de uma participação na Irricontrol, startup brasileira de sistema de inteligência em automação.

Para Helton Franco de Sousa, diretor comercial da IrriControl, a realidade brasileira e os desafios que o produtor encontra são a motivação diária para o incremento e inovação das tecnologias da empresa. “O produtor encontra três grandes barreiras no campo para implementação da tecnologia na irrigação: falta de conectividade, falta de robustez e dificuldade no uso dos equipamentos. E são essas dores que nós sanamos. Hoje, todos os momentos da irrigação – desde quando a água sai do rio, vai para um reservatório e chega ao pivô – são monitorados via telemetria. Com a gestão operacional da fazenda na palma da mão, o cliente fica mais seguro, conseguindo responder de forma rápida à sua operação e gerando impactos positivos na produtividade da lavoura”, finaliza.

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