6 de abril de 2022

Ariovaldo Zani: “Piscicultura é bastante promissora”  

Ariovaldo Zani, Presidente do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) é também coordenador do comitê aquacultura da entidade que realiza dia 10 de maio o IV Workshop sobre Nutrição em Aquacultura.. O evento vai acontecer no formato presencial e também no ambiente virtual, para alcance daqueles participantes que ainda considerarem a modalidade necessária.  Ariovaldo, entusiasta do setor de produção e consumo de peixe afirma: “Apesar de solução nutricional absolutamente saudável, o brasileiro ainda consome pouco peixe, cerca de 4kg/pessoa, uma vez que a FAO recomenda a ingestão de 12kg/ano. Outrossim, os crescentes investimentos em genética, a intensa integração ou verticalização da cadeia produtiva (principalmente tilapicultura), e a escalada na produção devem reduzir os preços ao consumidor e assim incrementar o consumo”.

Sendo assim, o programa do IV Workshop sobre Nutrição em Aquacultura está concentrado na apresentação e discussão dos mais recentes progressos científicos voltadas à nutrição de organismos aquáticos. Para ele, entre os assuntos que mais preocupam o setor de aqua no Brasil está a pesada burocracia que acaba por atrasar as avaliações do impacto ambiental e em consequência a emissão da licença de funcionamento, além do incremento do custo da alimentação por conta dos preços proibitivos dos grãos e demais insumos importados e cotados em dólar.  Além disso, ele afirma que o câmbio desvalorizado atrapalha bastante porque a cadeia produtiva é muito dependente do suprimento externo de vitaminas, aminoácidos, enzimas, etc. e o estratosférico custo do frete.

Mas apesar das dificuldades, “a observação atenta ao desempenho da aquacultura brasileira permite reconhecer o sucesso alcançado por essa atividade industrial que, em 2021, produziu mais de 800 mil toneladas de peixes e superou 100 mil toneladas de camarões, segundo estatísticas da Peixes/BR e da Associação Brasileira de Criadores de Camarões/ABCC, respectivamente”, afirma Ariovaldo, que completa: “Na retaguarda, toda uma cadeia de suprimentos contribui decisivamente com o fornecimento de alevinos, juvenis, medicamentos, rações, dentre outros insumos empregados na atividade produtiva”.

Segundo Ariovaldo, a piscicultura continua sendo considerada bastante promissora e a consolidação tem sido impulsionada pelo sistema de produção verticalizado ou integrado que fomenta e respalda os cooperados desde a disponibilização dos grãos até a comercialização do produto. Quando comparado às cadeias produtivas de proteína animal (carnes, leite e ovos), a aquicultura é atividade com início bem mais recente e que registra os maiores percentuais de crescimento quantitativo. Considerando a alimentação dos peixes de cultivo e dos camarões, de 2003 para cá, o consumo de rações industrializadas avançou à taxa média de quase 10% ao ano.

Vale lembrar: O Brasil é considerado o quarto maior produtor global de tilápias e a piscicultu­ra continua avançando, principalmente no estado do Paraná (tradicional produtor de aves e suínos), onde prevalece o sistema de produção integrado, no qual o integrador fornece ração e assistência técnica ao produtor e, em seguida, reco­lhe o produto que é processado indus­trialmente e comercializado, inclusive internacionalmente. Além disso, os pro­dutores verticalizados e independentes continuam povoando, motivados pela de­manda consumidora.
Patrocinadores: Adisseo, Alltech, BRF Ingredients, Basf, Evonik.

IV Workshop sobre Nutrição em Aquacultura 

Dia 10 de maio de 2022
Virtual (plataforma QAP Eventos) e presencial (Expo D.Pedro)
Mais informações: https://www.cbnaaquacultura.com.br

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