ANDAV no lançamento da CropLife Brasil

A CropLife Brasil, nova entidade do agro, lançada, nesta quinta-feira (31/10), em Brasília (DF), promete derrubar mitos e preconceitos. A proposta da entidade sem fins lucrativos é de representar as indústrias fabricantes de insumos. É a divisão brasileira da entidade lançada em 2001, na Bélgica, presente também nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e em regiões da América Latina, Ásia e Oriente Médio.

A cerimônia contou com a presença da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entre outros representantes do governo. O presidente executivo da ANDAV, Henrique Mazotini, o Diretor Executivo, Paulo Tiburcio e o Diretor Jurídico, Diogo Mazotini e o Relações Governamentais da ANDAV, Geraldo Mafra, também acompanharam o lançamento da entidade.

De acordo com o presidente executivo da CropLife, Christian Lohbauer, a primeira meta da nova entidade é mudar a maneira de o setor se comunicar institucionalmente. “A gente sabe que está perdendo a guerra no mundo da comunicação. O consumidor hoje é mais jovem, urbano, diversificado e, por isso, precisamos mudar o discurso”, afirmou. A segunda meta é fomentar as boas práticas de uso de insumos no campo. “Pretendemos criar e desenvolver um projeto nacional de treinamento e educação de produtor, crianças e até nos centros urbanos. Para isso, esperamos ter parceiros como distribuidores de insumos, o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e o endosso do Ministério da Agricultura”, concluiu Lohbauer.

A CropLife Brasil é resultado da junção da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCbio), da Associação Brasileira de Associação das Empresas de Biotecnologia na Agricultura e Agroindústria (Agrobio) e do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). Além delas, será incorporada grande parte das operações Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais (Braspov).

O presidente do Conselho da CropLife Brasil, Eduardo Leduc, que também é executivo da divisão agrícola da Basf, disse que a agricultura passa por momento de desafios e mudanças e que ter diversas associações em separado não faz sentido. Da forma como estava, dificultava a comunicação do setor. O objetivo é tornar mais eficiente a comunicação com a sociedade e o governo. “O Brasil é um país tropical, com insegurança jurídica e, mesmo assim, é um grande produtor mundial. Isso é sinal da competência dos produtores e de que os produtores têm tecnologia e inovação”, disse Leduc.

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