13 de março de 2018

Agronegócio precisa definir o que espera dos novos governos, diz Rodrigues

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e atual coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-Easep  Roberto Rodrigues é um dos convidados a falar no Fórum do Agronegócio 2018, que acontece no dia 9 de abril, no Parque Governador Ney Braga, durante a ExpoLondrina. Rodrigues será o expositor do debate “O agronegócio na nova sociedade: implicações e perspectivas para o Brasil” . Participam também, como debatedores, líderes do setor do agronegócio brasileiro como a senadora Ana Amélia Lemos (PP); o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes; o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken; o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luiz Carlos Correa Carvalho; e o diretor da Esalq-USP, professor Luiz Gustavo Nussio.

Para Rodrigues, esse é o momento de debater o agronegócio. “As eleições deste ano serão as mais importantes desde a redemocratização do Brasil, e definirão os rumos do país para o futuro. Neste cenário de grande inquietação, está mais do que na hora de discutir o que o agronegócio brasileiro espera de um novo governo”, diz. E alerta: também é preciso prestar muita atenção nas eleições para Parlamentos Federal e Estaduais,
“uma vez que nossa dependência do Legislativo é cada vez maior: modernização de algumas leis e flexibilização de outras estarão no centro das discussões de 2019.”

Além disso, segundo ele, é preciso definir a estratégia necessária para o Brasil ganhar espaços cada vez maiores no comércio global. “Esse será tema relevante do Fórum do Agronegócio 2018. Temas como logística, políticas de renda (crédito, seguro, preços de garantia) e comercial (acordos bilaterais e multilaterais), impulso à tecnologia, agregação de valor, apoio ao cooperativismo e associativismo, serão fundamentais no evento”, explica.

Para Rodrigues, é muito provável que o Brasil assuma o protagonismo mundial no segmento agrícola. “Instituições como a OCDE, a FAO e a USDA, por exemplo, calculam que em 10 anos a oferta brasileira de alimentos para o mundo deva crescer 40% para que a oferta global cresça a metade, isto é, 20%, e, com isso, esteja garantida segurança alimentar de qualidade e com sustentabilidade para cidadãos de todo o planeta”. Para ele, o Brasil tem todas as condições para isso: “Temos tecnologia tropical, temos terra disponível e, sobretudo, temos gente competente em todos os elos das cadeias produtivas do agronegócio. Se montarmos a estratégia já referida, seremos sem dúvida alguma os campeões mundiais da segurança alimentar e, por conseguinte os campeões mundiais da Paz, visto que não haverá Paz enquanto houver fome”.


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Esta é a terceira edição do Fórum do Agronegócio que traz como tema, este ano, “O protagonismo do Agro brasileiro no mundo”. Durante o evento, também será realizada a  Conferência “O Brasil protagonista de uma nova história no Agro mundial”, com o presidente da Apex, embaixador Roberto Jaguaribe Gomes de Matos; e o painel “Inovação no Agro e na Agroindústria Brasileira: as demandas mundiais e os desafios na produção sustentável de alimentos”, com a participação do presidente da SRB, Marcelo Vieira; o presidente da Abramilho, ex-ministro Alysson Paolinelli; presidente Aprosoja,  Marcos da Rosa; presidente ABIEC,   Antonio Jorge Camardelli; presidente da John Deere,​​​​​ Paulo Herrmann; presidente ABCT, ​​​​​​ Pedro Lopes; presidente da IBISA, Mônika Bergarmaschi; e presidente do Conselho Administração da Cocamar, ​​​​​​​Luiz Lourenço.

Informações e inscrições podem ser acessadas no site www.forumdogronegócio.com

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

 

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