AgroCampo é pura energia da revenda do Pará!

A loja do “Gugu” cresce há quinze anos e mostra a força do segmento em todas as regiões do Brasil.

É uma história que traz a marca do bom humor e da energia de um paraense de apenas trinta anos, nascido em Rondon do Pará, criado a vida inteira em Abel Figueiredo, município com apenas oito mil habitantes a quase 700 km da capital Belém, e que entrou para o ramo quando ainda era um adolescente. Ronys Tarcízio Faustino Ferreira é conhecido apenas como “Gugu” e é a personificação da força do Agro Brasil, do empreendedorismo e da raça de nosso povo para povoar e criar riqueza nos rincões mais longínquos do território brasileiro.

Nasceu filho de pai pecuarista e mãe comerciante de produtos agropecuários. Estudou, assim como o único irmão, fez Contabilidade e, com apenas quinze anos, abriu lojinha de uma porta só, no mesmo ramo da mãe, que havia fechado o negócio dela. Com apenas um concorrente no município e munido de muita simpatia, seis colaboradores e a mulher auxiliando, hoje comanda um empreendimento que atende a municípios do Pará e do Maranhão,com  cartela de aproximadamente trezentos clientes fixos, fora os compradores eventuais. A Agrocampo possui quatro veículos, sendo duas motos, um carro e um caminhão com capacidade para seis toneladas. Tudo usado para transportar insumos e equipamentos para os clientes.

O portfólio tem quase dois mil produtos, entre vacinas, medicamentos, ração, equipamentos, utensílios, pet, entre outros. O forte da saída fica com os herbicidas, a nutrição mineral e as sementes para pastagem. “Entre o ruim, o bom e o ótimo, as vendas estão boas neste ano. É claro que a economia brasileira não está bem e a pecuária sofreu bastante, desde 2017, deu uma sentida. Mas como o produtor rural brasileiro é muito trabalhador, deu uma reagida novamente”, conta Gugu.

O empreendedor mantém parcerias sólidas e lucrativas com empresas como a Sementes Itaú, de Unaí (MG), e a Matsuda, indústria parceira há mais de treze anos. “Comprei o caminhão justamente quando a Matsuda abriu uma planta em Imperatriz (MA). Passei a entregar rápido, até dois dias, volumes maiores. E acabei fidelizando ainda mais clientes”, relembra.

Gugu atua na região sudeste do Pará, terra onde a pecuária predomina e a agricultura começa a penetrar, com lavouras de soja e milho. E também é produtor, com duas áreas. Faz engorda de animais, está começando semiconfinamento, dando ração no pasto, e ainda atua com leite e cria. “Como a região é tradicional como bacia leiteira, mexemos somente com animais cruzados”, informa. O rebanho chega a 600 cabeças. “Estamos confiando que as coisas vão melhorar. A pecuária vai se firmar, a chegada da Tecnologia XT (Herbicidas da Corteva para controle de plantas daninhas resistentes) vai permitir a limpeza das pastagens, menos praga e mais crias. Penso que serão três ou quatro anos muito bons daqui para frente”, afirma confiante.

Foi assim que ele resolveu, em 2016, investir na organização de um evento anual, dinâmico, ao lado de empresas parceiras, para orientar e dar assistência aos pecuaristas e agricultores da região. Era dezembro e ele foi conversar com a Divisão Agrícola Dow DuPont, que vinha com um novo lançamento. “Eu tinha comprado um terreno e precisávamos explicar, dar detalhes do produto novo que estava chegando. Trabalhei o solo da área antes, usei calcário e adubo. Conversei com uma loja parceira que temos, a ‘Casa do Adubo’, que me fornece o produto Corteva. Rapaz, reunimos quase cem pessoas, em uma dinâmica muito interessante, com os clientes vendo com os próprios olhos o resultado do uso da nova tecnologia. Foi ótimo, fechamos com um almoço maravilhoso. A partir daquele evento, a turma viu o resultado e começou a investir mais nas fazendas, principalmente em cerca elétrica, piquetes e pastagem, itens que estão crescendo bastante em nossa região”, comenta entusiasmado.

Em 2017, novo dia de aproximação total com parceiros clientes e indústria, só que na cidade. E agora chegou a hora de planejar a próxima ação. “Estamos definindo se fazemos em dezembro ou em janeiro de 2019. Ainda mais com a Tecnologia XT, que o pecuarista vem namorando há muito tempo. Está sendo falada há dois anos e chegou a hora de apresentá-la. Ainda não sabemos se vai ser um experimento na fazenda ou um bate-papo no Sindicato Rural do município, que sempre abre espaço para nós”, informa.

Os planos futuros também tratam do treinamento dos colaboradores. “Estamos iniciando algumas conversas para ensinar aos meninos alguns procedimentos simples, para eles auxiliarem os produtores. Acerto de máquinas, manejo de pastagens, coisas assim. Já faço isso usando a experiência que a gente conseguiu na fazenda. Agora, quando o assunto é mais técnico, pedimos o apoio dos amigos parceiros das empresas. E o bacana é que os funcionários são bem jovens e estão com o gás todo. A loja vai deslanchar ainda mais”, arremata com um sorriso farto no rosto.