28 de janeiro de 2013

Adubação nitrogenada é ação que ajuda milho a crescer forte

Legenda: Para ocorrer o máximo de absorção do elemento químico, a intervenção na lavoura tem que ser feita após a germinação, na fase vegetativa / Foto: Matheus Teixeira.

Tão presente no prato do brasileiro, o milho já superou o trigo como o cereal mais consumido no mundo. No território da Unoeste, o grão também é altamente valorizado! Para garantir uma colheita maior e com produtos em excelente estado, profissionais da universidade realizam, em todas as safras, um procedimento chamado adubação nitrogenada.

A mais atual ocorreu nesta semana, em milharal com seis hectares e ao lado do Centro Esportivo do campus II. Foi a segunda adubação dessa área, sendo que a primeira foi realizada no início do mês. Agora, foram usados em torno de 900 kg de adubo, com cerca de 70 kg de nitrogênio por hectare. Fornecer esse adubo rico em nitrogênio ajuda o milho a desenvolver, pois “o nitrogênio é o elemento-chave do crescimento, é o grande responsável por fazer a divisão celular da planta”, explica o doutor Carlos Sérgio Tiritan, coordenador do curso de Agronomia da Unoeste.

Para ocorrer o máximo de absorção do elemento químico, a intervenção na lavoura tem que ser feita após a germinação, na fase vegetativa. De acordo com o técnico responsável pelo Centro Zootécnico da Unoeste, Paulo Claudeir Gomes da Silva, fornecer mais nitrogênio ao cereal dá um retorno maior em produtividade. Ainda lembra que a adubação precisa ser feita após irrigação ou depois de ter chovido no dia anterior – o que ocorreu em 23 de janeiro. “Se o solo não estiver úmido, o nitrogênio vai volatilizar. Já com a chuva, garante uma absorção maior e um melhor aproveitamento da cultura”, explica Silva.

A próxima adubação nitrogenada do milho na Unoeste deverá ser feita no próximo semestre, sendo que a primeira etapa pode ser feita com 20 dias após o novo plantio; a segunda, 10 dias depois. Dessa vez, os alunos do 5º termo de Agronomia deverão acompanhar o procedimento, porque eles passam pela disciplina de Manejo de Adubos e Corretivos. Nela, a adubação nitrogenada do milho é apenas um dos conceitos vistos pelos acadêmicos, que na oportunidade conhecem os 18 elementos essenciais para as mais diversas culturas, especialmente as de mais expressão no país, como a soja e o café.

Cultura rica
O coordenador do curso de Agronomia da Unoeste lembra que a cada ano são produzidas 900 milhões de toneladas de milho em todo o planeta. E o grão é o segundo produto agrícola mais produzido no Brasil – 50 milhões de toneladas por ano, atrás da soja, com 70 milhões. O milho é a segunda cultura mais trabalhada no mundo, à frente da cana e perdendo apenas para a soja. Essa proeminência é justificada, segundo Tiritan, uma vez que o cereal é adaptável aos diferentes tipos de clima.

Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste

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