28 de outubro de 2013

A importância da fitoterapia e homeopatia aplicadas em bovinos de leite

A médica veterinária da Emater/RS-Ascar, Mara Helena Saalfeld, falou na última terça-feira (22/10), em Cruz Alta, durante o 16º Fórum da Produção Pecuária-leite, sobre a importância da fitoterapia e homeopatia aplicadas em bovinos de leite. Mara é Assistente Técnica em Sistemas de Produção Animal da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas e, em 2007, ficou conhecida no país, após ter recebido o prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil pela invenção da silagem de colostro.

Durante minicurso, realizado no campus da Universidade de Cruz Alta, a médica veterinária da Emater/RS-Ascar discorreu sobre o princípio ativo de algumas das 66 plantas medicinais recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para o gado leiteiro, ela recomendou o uso de plantas com propriedades antibióticas (alho, tansagem, confrei), anti-inflamatórias (tansagem, erva de bicho, salso chorão, sabugueiro), desinfetantes (carqueja, picão preto, erva de bugre, marcela), vermífugas (bananeira, abóbora, alho) e antitérmicas (mil em ramas, salso chorão, perpétua do Brasil, aroeira). Contudo, a veterinária fez ressalvas em relação ao uso. “Plantas têm efeito colateral, só devem ser usadas quando necessárias e na dose certa”, enfatizou.

Mara também explicou como fazer chás, pomadas e tinturas – a planta é cortada em pedaços e misturada ao álcool dentro de vidro fechado e escuro. Os produtos podem ser usados em diferentes situações, ferimentos, lesões provocadas por bernes, castrações, rachaduras no teto da vaca e após a ordenha (pós-dipping).

Diferente do que ocorre na fitoterapia – a substância está no remédio -, na homeopatia o remédio contém a informação sobre a substância. A partir de uma tintura, obtém-se um preparado que precisa ser dinamizado, ou seja, diluído e succionado (agitado) 100 vezes de forma cadenciada.

As práticas apresentadas pela médica veterinária da Emater/RS-Ascar são respaldadas pela Política Intersetorial de Plantas Medicinais para o Rio Grande do Sul, instituída em 2001, e pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

Fonte: Emater/RS

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