1º Encontro Internacional de Jornalistas do Agro debate a mídia do setor na atualidade

O papel dos profissionais que cobrem diariamente a área que mais cresce no País e que é responsável por uma importante fatia do PIB brasileiro foi o tema principal do 1º Encontro Internacional de Jornalistas do Agro, realizado na última segunda-feira (8/4), no auditório da Syngenta, na capital paulista. Apresentado por Antonio Reche, o evento contou com palestras de Luiz Pitombo, da Rede Brasil de Jornalistas Agro, Owen Roberts e Steve Werblow, respectivamente presidente e secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), Vera Ondei, da Revista Dinheiro Rural, Adalberto Rossi, presidente do Círculo Argentino de Periodistas Agrários (CAPA), e Tuulikki Viilo, do jornal Maaseudun Tulevaisuus (Finlândia), que debateram temas e trocaram ideias sobre os caminhos e as tendências da mídia rural, a digitalização dos meios de comunicação e as fake news.

Ao abrir o encontro, Luiz Pitombo destacou a importância da troca de ideias entre os profissionais que são responsáveis por levar ao público informações de um setor tão grandioso, que tem a missão de atender ao aumento da demanda mundial por alimentos. Em seguida, Owen Roberts também abordou a importância do networking e falou sobre a IFAJ, que soma 5.000 jornalistas associados em 50 países em todo o mundo, reunidos em “guildas”, termo surgido na Europa medieval para designar uma associação de pessoas em torno de interesses comuns.

“O jornalismo agrícola desempenha um papel importante não só para o setor, mas para o desenvolvimento da economia e da cultura do país”, ressaltou Steve Werblow, lembrando que, atualmente, ainda estamos no processo para entender e quantificar o consumo das notícias on-line. Preocupação também citada pelo periodista argentino Adalberto Rossi: “O jornalismo está se reinventando com a migração para o digital, a interatividade e o poder da instantaneidade”.

As transformações na área também foram citadas por Vera Ondei, que destacou a presença cada vez maior da Inteligência Artificial na profissão. E frisou: “O grande barato do jornalismo agro é gerar conteúdo. E isso é o que não falta”.

A norueguesa Tuulikki Viilo falou sobre as especificidades da imprensa do setor em seu país e pontuou algumas diferenças entre os textos escritos e on-line. “A mídia digital é um desafio mas, também, é a sua oportunidade”, afirmou. Por fim, Robert Owen, da IFAJ, falou sobre a transmissão de conhecimentos (knowledge mobilization) como tendência no jornalismo agrícola. “Escrevendo e transmitindo estórias, fazemos as notícias circularem”, concluiu. O Grupo Publique participou do evento, ao lado de jornalistas dos principais veículos de comunicação do setor agro do País.

* Por Mylene Abud – Texto | Foto: Daniel Azevedo Duarte


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