13 de agosto de 2013

Evento discute desafios para a cadeia do algodão

Com o tema “Juntos, Refletimos Valor”, mais de 150 produtores e empresários rurais, que respondem por uma área de 756 mil hectares de algodão do país e 90% do PIB do setor, participaram da 19ª edição do Clube da Fibra promovido pela FMC nos dias 7 a 10 de agosto, no Hotel Sofitel Jequitimar, no Guarujá (SP). Os principais temas recentes envolvendo a cadeia produtiva da cotonicultura foram apresentados por especialistas. O evento contou com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

“O cenário de incertezas, como o baixo crescimento econômico mundial, câmbio volátil, manifestações populares e as eleições presidenciais, no Brasil e no mundo, requer cautela do produtor. Dessa forma, é necessário analisar as variáveis, confiar no instinto empreendedor e aproveitar a oportunidade como as reduções das lavouras nos Estados Unidos e na Austrália.”, destacou o Presidente da FMC Corporation América Latina, Antônio Carlos Zem, na abertura do evento no dia 8 de agosto, que parabenizou todos os produtores, que mesmo com a falta de infraestrutura do País conseguem produzir, escoar sua safra e ainda ser referência no mundo.

O Diretor Comercial da FMC, Ronaldo Pereira, explicou o mercado de algodão e o cenário para o plantio da próxima safra. “Os norte-americanos estão com uma tendência de retração de 17% na área de plantio de algodão, o que representa plantar um Brasil a menos”, destaca Pereira que também destacou os prejuízos causados pelos produtores nordestinos nas últimas duas safras, clima desfavorável e pragas, como a Helicoverpa armigera.

Valor da União
O primeiro painel “Valor da União” contou com a presença do presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, que debateu as ações e demandas da câmara em prol do setor como o aumento do limite de financiamento EGF, realização do programa de prêmio de equalização paga ao produtor (Pepro), solicitação de desoneração do filme plástico para colheitadeiras de algodão e priorização de registro de nematicida para tratamento de semente e de algodão, entre outros.

Já o gerente comercial Algodão da Vanguarda Agro Rodinei Frangiotti , falou sobre o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro. “Precisamos mudar a visão da qualidade do algodão brasileiro para o mundo. Temos que segregar, somos capazes de entregar um algodão de ótima qualidade”.

O diretor Executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, abordou o Programa de Sustentabilidade (ABR/BCI) e faz uma previsão para ainda em setembro a fusão do programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável) com o certificado BCI (Better Cotton Initiative). “O certificado BCI virá no selo da ABR fixado no fardo da pluma, agregando valor e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional”, disse. O programa conta com três pilares, conforme o palestrante, que garantem a sustentabilidade da cultura no mundo todo: ambiental, social e econômico. “Quando realizada a fusão, seremos o maior fornecedor BCI do mundo”, destaca.

Arlindo Moura, Diretor Presidente da Vanguarda Agro e secretário da Abrapa, tratou sobre as tendências da safra 2013/2014. Segundo ele, a pluma será mais rentável na próxima safra e, por isso, o aumento de área será visível. Dados da Abrapa estima um crescimento de 26% no estado do Mato Grosso, maior produtor brasileiro de algodão e 17% de crescimento da área no Brasil.

O presidente da Associação do Mato Grosso (Ampa) e vice-presidente da Abrapa, Milton Garbugio, falou sobre o 9º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontecerá entre os dias 3 e 6 de setembro, em Brasília. O presidente da Abrapa, Gilson Pinesso, foi o moderador do painel, que abordou todos os temas tratados no Painel. “Parabenizo a FMC pelo evento e tenho a honra dessa parceria. A ideia de ouvir e debater com colegas de áreas importantes do setor é essencial para o avanço da cadeia da cotonicultura”, destaca Pinesso.

Logística, o valor da cadeia de abastecimento
“Governo é responsável pelo caos logístico”, disse o palestrante e consultor econômico Raul Velloso. “O país investe somente 1,3% dos recursos em infraestrutura de transportes. A verdade é que o Governo Federal interfere de forma exagerada na economia, gerando perda de força no processo de investimento”, destaca o consultor.

Os debatedores desse painel foram Fábio Schettino, CFO da Hidrovias do Brasil que apresentou os projetos viabilizados pela empresa e também o vice-presidente da área de infraestrutura da Cosan, Júlio Fontana Neto, que falou dos investimentos da empresa para atender a demanda e o consultor empresarial em agronegócios, Fernando Rodrigues. A mediadora foi a jornalista Sônia Bridi.

Iniciativas para o manejo de pragas de emergentes com enfoque na Helicoverpa
A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha, apresentou os dados e o prejuízo da safra 2012/2013 com a infestação da praga no oeste baiano. “Tivemos um prejuízo na Bahia de R$ 1,4 bilhão nas culturas de soja, milho e algodão. Quem vai se responsabilizar por essa perda?”, questionou a presidente.

O chefe de departamento de pesquisa científica da Embrapa, Jefferson Costa, destacou as ações realizadas pela Embrapa para Helicoverpa armigera. O diretor do Departamento de Fiscalização Insumos Agrícolas (DFIA/MAPA), explicou quais foram as medidas tomadas pelo órgão. O painel teve como mediadora a Diretora de Regulamentação da FMC, Maria de Lourdes Setten Fustaino.

Valor, Perspectiva e Futuro
O economista José Roberto Mendonça de Barros e o sociólogo e cientista político, Bolivar Lamounier, apresentaram uma panorama socioeconômico e político do País e as perspectivas para o cenário, destacando também o agronegócio. O painel teve como moderador o jornalista Ricardo Boechat.

Lançamento de tecnologias para controle de Helicoverpa armigera
A lagarta Helicoverpa já atacou lavouras de milho, soja e algodão, causando prejuízo de R$ 1,4 bilhão no oeste baiano e se estendendo a outros 11 estados brasileiros. No total, um prejuízo de R$ 2 bilhões. Sempre pensando na produtividade na lavoura e na rentabilidade no produtor, a FMC Agricultural Solutions, distribui de forma exclusiva o líder de mercado, o inseticida biológico Dipel, que teve a inclusão da praga Helicoverpa Armigera em seu registro para as culturas soja e algodão. O Dipel conta com três mecanismos de ação que são específicos para lagartas que atuam a partir da ingestão do produto, uma característica importante que confere maior seletividade e menor potencial de resistência dos insetos. O produto paralisa imediatamente a alimentação da lagarta (acaba o potencial de dano) e inicia a infecção que vai causar a sua morte.

Outros produtos inseticidas já conhecidos no portfólio da FMC também conquistaram registro para o controle dessa praga para algodão: inseticida Talisman (referência para o controle de percevejo e importante para o manejo de lagartas), Talstar 100 EC (excelência no controle de lagartas e também com atividade acaricida) e Hero ( lançamento FMC que traz alto poder de choque e um efeito residual para controle de lagartas e percevejos).

Fonte: Alfapress

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